Desde o inicio que pintei um longo caminho para ambos percorrermos, juntos, de mãos dadas ou não, mas sempre lado a lado. O tempo foi passando, as flores que se encontravam no caminho, as altas árvores que decoravam o percurso, desapareceram, o sol deixou de brilhar tanto quanto antes brilhava, e as núvens ocuparam a paisagem, o céu azul. Tu sumiste. Deixaste-me a caminhar sozinha, com uma só pergunta na mente: "PORQUÊ?". Deixaste-me ali, sem quês nem meios quês, sem sentido algum, sem justificação nenhuma, e sem um "adeus". Abandonaste-me, é este o termo certo. Já passaram uns dias desde que isso aconteceu, e o ponto de interrogação persiste em atormentar-me no meu dia-a-dia. A cada dia que passa, mostras mais indiferença e eu? Bem, eu continuo a embater sempre no mesmo rochedo, que quebra todos os peçados que eu consegui juntar desde a última vez que tentei falar contigo. Actualmente, parece que toda a força se está a esgotar, e que não aguento mais isto. De vez em quando ainda me refugio nesse caminho que antes era nosso e passou a ser só meu, procuro recordar os momentos que passámos juntos, as memórias que antes me faziam feliz, mas o mais importante? Ainda hoje te procuro. GLquinta-feira, 20 de outubro de 2011
o caminho
Desde o inicio que pintei um longo caminho para ambos percorrermos, juntos, de mãos dadas ou não, mas sempre lado a lado. O tempo foi passando, as flores que se encontravam no caminho, as altas árvores que decoravam o percurso, desapareceram, o sol deixou de brilhar tanto quanto antes brilhava, e as núvens ocuparam a paisagem, o céu azul. Tu sumiste. Deixaste-me a caminhar sozinha, com uma só pergunta na mente: "PORQUÊ?". Deixaste-me ali, sem quês nem meios quês, sem sentido algum, sem justificação nenhuma, e sem um "adeus". Abandonaste-me, é este o termo certo. Já passaram uns dias desde que isso aconteceu, e o ponto de interrogação persiste em atormentar-me no meu dia-a-dia. A cada dia que passa, mostras mais indiferença e eu? Bem, eu continuo a embater sempre no mesmo rochedo, que quebra todos os peçados que eu consegui juntar desde a última vez que tentei falar contigo. Actualmente, parece que toda a força se está a esgotar, e que não aguento mais isto. De vez em quando ainda me refugio nesse caminho que antes era nosso e passou a ser só meu, procuro recordar os momentos que passámos juntos, as memórias que antes me faziam feliz, mas o mais importante? Ainda hoje te procuro. GLdomingo, 16 de outubro de 2011
O
"a vida dá voltas, a tua volta não é garantida. deixa-me voltar atrás com as palavras, com a raiva, e dar-te outra cara para as chapadas que me davas. eu dei tudo o que tinha, todo o tempo do mundo, e tu deste-me um tempo do tamanho do mundo. não quero o teu tempo, fiquei com os teus segundos, devolve-me os meus minutos e as horas que passámos juntos. fica com tudo o que eu te dei, não quero nada, é-me igual. só quero que a distância entre nós se torne literal. eu já não passo mal, acabaram-se os dramas, eu sei que volta e meia ainda acabamos na mesma cama. mas é diferente, já não há volta nem senão, o tempo não volta atrás e eu também não (...) fica tu, porque eu não fico mais, fico só num caminho onde acredita tu não estás. e acho que hoje já sou capaz de ver, se o amor é cego diz-me o que é que isto quer dizer. eu não percebo, acreditava no que dizias, quando dizias que era presente sabendo que tu acaba um dia. não digo que fosse eterno, mas pelo menos até à morte, não culpes a falta de sorte quando o azar bate à nossa porta. não há mais filmes, nem ciúmes nem drams, nem camas desfeitas, nem desfeitas na cama, não resta nada, hoje o resto é contigo, porque eu prefiro partir do que ver-me de coração partido" Osiris.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
doisoitonoveonze
(...) Eu posso não ter agido bem, mas tu também não o fizeste. Nunca foi solução o que tu decidiste fazer, nem vai ser, nunca. O facto de ignorar o que se passa, nunca traz melhorias num relação, deviamos ter conversado e tentar perceber o que falhou. Entre nós nunca existiram falhas destas, tinhamos uma ligação forte, tinhamos amor, paixão, e tudo o resto que muitas das relações não têm. Nós tinhamos tudo para dar certo, ponto. Não há quês, nem mas, tinhamos tudo o que necessitávamos, tinhamo-nos um ao outro e isso vale ouro. Nunca quis ficar sem ti, dirigi-me a ti com as palavras mais duras que alguma vez poderia ter dito, tentei fazer-te ver que estavas a destruir tudo o que um dia haviamos construido. Crias-te uma barreira em torno de ti, não deixaste que nenhuma das minhas frias palavras te tocasse, ou afectasse. Quando me apercebi disso, calei-me. Abriu-se um abismo sob os nossos pés. Ou falo por mim, eu estava em queda livre. Não sabia que mais poderia fazer para te fazer ver que me estavas a perder a pouco e pouco. Calei-me e reflecti. Apercebi-me que talvez tivesse exagerado. Tentei culpabilizar-me a mim por um erro mútuo. Um erro que começou por ser teu, e que acabou por ser meu também. É incrivel como até quando tu erras, eu tento culpar-me a mim por isso. Mas o que ainda é mais incrivel, é que até ao errarmos estamos juntos.
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